segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Edward Mãos-de-Tesoura (Edward Scissorhands) - 1990


Edward Mãos-de-Tesoura é um filme de 1990, dirigido por Tim Burton e estrelado por Johnny Depp. Recebeu uma indicação ao Oscar de melhor maquiagem, enquanto Depp foi indicado ao prêmio de melhor ator - comédia/musical no Globo de Ouro.

Tim Burton possui uma carreira controversa, alterna bons momentos;
"Batman", "A Noiva-Cadáver" e "Peixe Grande", entre outros, e maus momentos; o fraco "Marte Ataca!", o remake desnecessário de "A Fantástica Fábrica de Chocolate" e o desprezível "O Planeta dos Macacos", em uma tentativa falha de reboot da franquia. Enquanto isso, Johnny Depp possui uma carreira mais sólida, acumulando três indicações ao Oscar e sete indicações ao Globo de Ouro, Depp se mostra competente mesmo em alguns dos fracos filmes de seu amigo pessoal Tim Burton, e mais competente ainda quando encarna personagens menos "freak", como no bom "Em busca de terra do nunca" e no recente "Inimigos públicos", além de suas memoráveis atuações como o pirata Jack Sparrow na franquia "Piratas do caribe".

Após o sucesso de "Batman" em 1989, Tim Burton resolveu filmar "Edward Mãos de Tesoura", um antigo projeto seu, um roteiro feito em parceria com Caroline Thompson. O tom de "conto de fadas" do filme já é visível em seu ínicio, uma garotinha pergunta à sua avó a origem da neve, a senhora então lhe conta história de Edward (Johnny Depp), a criação inacabada de um inventor, inacabada pois Edward possui tesouras no lugar das mãos. Peg Boggs (Diane Weist) é uma vendedora da Avon que ao não conseguir fazer lucros em sua vizinhança resolve ir até uma mansão na colina, aparentemente abandonada, lá encontra Edward, e diante de sua condição adversa, decide levá-lo para sua casa e cuidar dele.

É interessante pontuar o uso de cores, a cidade é cheia delas, casas rosas, verdes e amarelas contrastam com a mansão de Edward, cinza e obscura. Contrasta-se também as roupas dos habitantes, todas muito chamativas, em um tom "anos 80", ao contrário da figura de Edward, pálida e obscura, quase gótica com a atuação magistral de Depp. Apesar dos problemas para se adaptar, Edward encontra seu lugar como cabeleireiro e jardineiro da pequena cidade. Edward passa a nutrir uma paixão platônica pela filha de Peg, Kim (Winona Ryder), causando ciúmes no namorado dela, Jim (Anthony Michael Hall, de O Clube dos Cinco), que envolve Edward em um assalto. A opinião da vizinhança que tinha saído de estranheza para admiração, agora se torna a de ódio e medo, a história se torna uma versão moderna do conto de Frankenstein, com direito até a uma perseguição da multidão enfurecida em direção à mansão.

Outro conto que cerqueia o enredo, é o de "A Bela e a Fera", Kim primeiramente estranha a figura de Edward, aos poucos percebe a profundidade do jovem e também se apaixona, mas diferente da história adaptada pela Disney, aqui a relação de Kim e Edward fica apenas na memória, Edward não se torna magicamente um humano normal, e os empecilhos da relação se tornam fortes demais. Como vemos no final, a senhora que conta a história é Kim, quando questionada pela neta sobre o porquê de não ir visitar Edward, ela diz que prefere que ele se lembre dela jovem. Em uma última cena, vemos que Edward não envelhece (uma casuística que está na moda agora; ele não envelhece, ela envelhece, histórias de vampiros, blé), e a neve que agora cai na cidade surge das esculturas de gelo que Edward faz em sua mansão, no alto da colina.


Não nego que a história soa um pouco forçada, a que ponto uma vendedora precisa estar desesperada para ir até o castelo mal-assombrado da cidade tentar vender algo? E ainda levar Edward para sua casa, a fim de cuidar dele. Além disso, o quão excitante para uma mulher de meia-idade como Joyce (Kathy Baker) é um jovem de aspecto pálido, quieto e com tesouras no lugar das mãos? Durante o filme, Joyce até mesmo tenta seduzir Edward. Porém, o tom de fantasia usado no filme, a construção dos personagens, a trilha sonora e mesmo a fotografia tornam essa inverossimilhança totalmente verossímil. Em um de seus primeiros trabalhos, e talvez o mais maduro deles, Tim Burton nos presenteia com sua obra-prima, um conto-de-fadas moderno com um tom quase que perfeito, sem apelar para a pieguice.

Nota do Autor: 5/5

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Namorada de Aluguel (Can't Buy Me Love) - 1987


"Namorada de Aluguel" é um filme de 1987, dirigido por Steve Rash e estrelado por Patrick Dempsey, o título original; "Can't Buy Me Love", se origina de uma música do grupo britânico The Beatles.

Clássico do "Cinema em casa" da rede de televisão SBT, "Namorada de Aluguel" é o típico filme do "nerd" que enfrenta problemas no colégio. Ronald (Patrick Dempsey, da série Grey's Anatomy) é o nerd em questão, estranho e desajeitado, enquanto Cindy (Amanda Peterson) é a cheerleader popular que todos os garotos se apaixonam. A situação muda quando Cindy estraga um casaco de sua mãe que tinha pego escondida e precisa de 1000 dólares para resolver o problema, é quando Ronald lhe dá o dinheiro, que guardava para comprar um telescópio novo, em troca de um acordo; Cindy fingiria ser a namorada de Ronald por um mês e o tornaria popular.

Durante esse mês, dois fatos se sobressaem; Ronald abandona seus amigos "nerds" diante de sua nova condição, e ele e Cindy acabam percebendo o tanto que tem em comum e como não são tão distantes assim. Graças à nova personalidade de Ronald, problemas surgem, o final do "namoro" acontece de forma dramática e a posterior revelação do acordo acaba com a popularidade de Ronald, é aí que ele percebe as consequências de seus atos, quando nem seus antigos amigos querem sua companhia.

Ronald, assim, volta à sua rotina normal, porém sem antes mostrar para os "populares" do colégio como estes não são superiores a ninguém, e como poucos anos antes, todos eram amigos e não havia essa separação por grupos. Quanto a Cindy, os dois acabam percebendo que o namoro de mentira não foi tão falso assim, e ao som de "Can't Buy Me Love", o filme termina de forma esperançosa.

Cult adolescente dos anos 80, "Namorada de Aluguel" trata de um tema universal, totalmente transportável para os dias de hoje, uma história familiar a muitos adolescentes, e devo confessar que a mim mesmo, o "nerd" que almeja a popularidade. A competência dos realizadores, ao tratar o tema de forma realista e ao mesmo tempo cômica, reflete no sucesso comercial do filme, alavancando a carreira de Patrick Dempsey, que futuramente atuou em filmes como "Encantada" e "O Melhor Amigo da Noiva".


Nota do Autor: 4/5

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Rocket Science (Rocket Science) - 2007



Hal Hafner (Reece Thompson) é um estudante com problemas de gagueira e muito tímido que acaba se apaixonando por uma garota totalmente oposta a ele, Ginny Ryerson (Anna Kendrick), participa de debates estudantis e vê potencial em Hal, no decorrer da historia, desenvolve uma relação com o mesmo, e o filme gira em torno desses dois pontos; o relacionamento conturbado e os desafios de Hal nos debates.



O filme é dirigido e escrito por Jeffrey Blitz que também já dirigiu alguns episódios de The Office, a direção de Jeffrey rendeu a ele um prêmio de melhor diretor de drama no festival Sundance onde o filme foi bastante aplaudido, apesar do prêmio como diretor de drama o filme funciona muito bem também como comédia.

O mérito do filme é o de conseguir equilibrar os momentos cômicos e dramáticos, no estilo do filme 'Juno'; pelo fato de ser independente, ter personagens centrais diferentes do convencional e assim, sendo um trabalho muito sincero e honesto, com ótimas atuações de um elenco jovem e uma ótima direção de um diretor inexperiente, já é um dos meus favoritos do gênero, assistam!


Nota do autor: 4/5

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Brinquedo Assassino (Child's Play) - 1988


"Brinquedo Assassino" é um filme de terror lançado em 1988 nos EUA, é escrito por Don Mancini, dirigido por Tom Holland e gerou quatro continuações.

Que criança da geração dos anos 90 não morreu de medo do boneco Chucky? Presença certa na sessões de cinema do SBT da época, a série "Brinquedo Assassino" vem assustando crianças e adultos desde de 1988. O primeiro filme da saga (antes projetado como primeiro e último, a ideia de uma continuação surgiu após o lançamento) começa com o serial killer Charles Lee Ray, ou simplesmente "Chucky" (Brad Dourif - o Grima Língua-de-Cobra de "O Senhor dos Anéis"), sendo baleado em uma perseguição que sofre do detetive Mike (Chris Sarandon), já agonizando, Chucky entra em uma loja de brinquedos, e com um ritual de Vudu transfere sua alma para um boneco.

Mais tarde, entra na história o menino de seis anos Andy (Alex Vincent) que pede de presente para sua mãe um boneco "Good Guy", a mãe, Karen (Catherine Hicks), não tem dinheiro para comprar o boneco, então acaba por comprar um oriundo de mercadoria roubada, que é justo o que Chucky transferiu sua alma. Aí começa o terror psicológico, Chucky se revela para Andy, e passa a conversar com ele, obviamente, Karen e a babá Maggie (Dinah Manoff) não acreditam na palavra de um menino de 6 anos e ignoram a condição do boneco.


A coisa muda de figura quando Chucky mata Maggie, derrubando-a da janela do apartamento, originando, assim, um mistério da morte para as autoridades. E o clima de tensão do filme se mantém, Andy acaba sendo mandado para um hospital psiquiátrico graças a atitudes de Chucky, e Karen descobre a natureza de Chucky quando percebe que ele vem funcionando sem pilhas desde o começo. Enquanto isso, Chucky contata seu instrutor de Vudu e descobre que tem que transferir sua alma para um corpo humano logo, e que obrigatoriamente deve ser para a primeira pessoa que ele se revelou, logo Andy. Karen e Mike descobrem por meio do instrutor que, Chucky, apesar de estar no corpo de um boneco, possui um coração humano e essa é a forma de matá-lo. E assim o filme continua, a matança de Chucky não para até o fim do filme, com o confronto final entre o boneco e Karen/Mike.


O filme "Brinquedo Assassino" teve 4 continuações, o segundo filme mantém Andy no elenco, enquanto no terceiro, Chucky se revela para outro menino. Enquanto estas duas continuações mantem o clima de terror do primeiro, os quarto e quinto filmes apostam no humor negro do personagem, introduzindo outra boneca, e até um filho para Chucky.

O filme tinha tudo para cair no esquecimento, baixo orçamento, "trash", altamente fantasioso, mas não se sabe como, Chucky entrou no imaginário popular de uma forma que poucos filmes na história conseguiram, consagrando a história de terror do boneco que toma vida. Assim como boa parte das coisas que fazem sucesso, o filme se envolveu em certa controvérsia, conservadores americanos tentaram boicotá-lo por achar que ele incentivava a violência nas crianças. Verdade seja dita, a única coisa que Chucky provoca nas crianças é o medo de dormir sozinho por alguns dias, e confesso que é algo de que sofri quando o vi pela primeira vez na TV, há alguns bons anos.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Karate Kid (The Karate Kid) - 1984



Um símbolo dos anos 80 e um dos campeões em exibição da Sessão da Tarde, Karate Kid inspirou e encantou milhares de crianças e de adultos e continua sendo admirado até hoje. Ralph Macchio é Daniel Larusso, um estudante que acabou de se mudar e enfrenta as dificuldades disso, no colégio e em sua vida, e acaba se apaixonando por Ali Mills (primeiro trabalho de Elisabeth Shue) e com isso acaba arranjando encrenca com um lutador de karatê que é treinado por um mestre doentio e inescrupuloso que esqueceu os princípios do karatê, cansado de ser humilhado Daniel resolve aprender a luta e Sr. Miyagi (Pat Morita) aceita treiná-lo.

No início os métodos do Mestre Miyagi causam desconfiança em Daniel San que acaba achando que o velho senhor apenas quer explorá-lo, porém no futuro esses métodos se mostram eficientes e ajudam Daniel a vencer o torneio, e a ganhar o respeito do seu rival.


Os méritos do filme se encontram na relação entre mestre e aprendiz, às vezes até paternal, preenchendo a ausênsia do pai biológico de Daniel e também no humor das cenas que mostram os choques de cultura e idade entre os dois.

O filme além de bem recebido pelo público, também recebeu boas críticas, como uma indicação ao Oscar e ao Globo de Ouro ambas de Ator Coadjuvante para Pat Morita, o filme também possui cenas clássicas do cinema como a tentativa de Miyagi de pegar moscas com Hashi (foto acima) e o golpe final de Daniel no torneio. O filme tem três sequencias, duas com Daniel e Miyagi, o segundo filme é regular e o terceiro é muito bom , já o ultimo no lugar de Ralph Macchio está Hilary Swank ainda inexperiente e o filme é altamente dispensável.

Uma nova sequência foi anunciada e seu trailer já foi divulgado, nele. Jaden Smith (filho de Will Smith) será o protagonista, e Jackie Chan será o mestre, eu vi o trailer e acho que pode até sair algo bom desse projeto, agora é esperar pra ver. Mas o legado do original nunca será esquecido principalmente quem viveu nos anos 80 e 90 e que nunca ira esquecer essa obra.


Nota do Autor: 5/5

domingo, 3 de janeiro de 2010

Uma Babá Quase Perfeita (Mrs. Doubtfire) - 1993


Uma Babá Quase Perfeita é uma adaptação do livro "Alias Madame Doubtfire" de Anne Fine, foi lançado em 1993, é dirigido por Chris Columbus, estrelado por Robin Willians e vencedor do Oscar de Melhor Maquiagem.

Daniel (Robin Willians) é um dublador desempregado, ao se divorciar de sua mulher, Miranda (Sally Field, de "Brothers & Sisters"), é impedido de ver seus filhos, Lydia (Lisa Jakub), Chris (Matthew Lawrence) e Natalie (Mara Wilson, de "Matilda"), sendo possível visitá-los apenas aos sábados. Quando Daniel descobre que Miranda quer contratar uma babá, ele sabota o anúncio feito no jornal, mudando o número do telefone, sendo que assim, apenas ele ligaria para o número certo, usando variados tons de vozes.

Assim, Miranda acaba por contratar a Sra. Doubtfire, alter ego feminino, sexagenário e escocês de Daniel. Este consegue, à base de maquiagens, enganar a ex-mulher e os filhos, e assim, se aproximar deles e passar mais tempo com ambos, se mostrando uma ótima babá. Miranda arruma uma novo namorado, Stuart (Pierce Brosnan), enquanto isso, os dois filhos mais velhos descobrem o disfarce de Daniel, mas não interferem na situação.


O chefe de Jonathan (Robert Prosky), por acidente, vê Daniel brincando com dinossauros de brinquedo, fazendo várias vozes, e acha interessante, então o convida para jantar em um restaurante. Mas o problema é que Miranda vai comemorar o seu aniversário no mesmo horário e lugar, e a Sra. Doubtfire está convidada! Dessa situação surge uma das cenas mais recorrentes do cinema, Daniel alterna entre ele-mesmo e a Sra. Doubtfire trocando de roupa e maquiagem no banheiro do restaurante.

Numa das confusões de personalidade, Jonathan acaba por gostar da personagem Sra. Doubtfire e dá um programa de TV para Daniel apresentar usando seu alter-ego, mas Miranda não gosta nada de descobrir que foi enganada e consegue a guarda definitiva das crianças. Porém, vendo a falta que a Sra. Doubtfire faz à família, Miranda acaba deixando Daniel passar um tempo com as crianças após a escola, e o programa deste acaba fazendo muito sucesso.


É interessante notar que a trilha sonora do filme faz referência a dupla personalidade de Daniel, como na música "Dude (looks like a lady)" do Aerosmith. Uma sequência, "Mrs. Doubtfire 2", foi planejada por muito tempo, mas o roteiro não agradou Robin Willians e o projeto foi engavetado. Clássico da Sessão da Tarde, como os outros postados, é um belo filme para tardes tediosas, garante altas risadas, além de ser possível conferir uma ótima atuação de Robin Willians, indicado a alguns prêmios de melhor ator pelo trabalho.


Nota do Autor: 3/5

domingo, 20 de dezembro de 2009

Conta Comigo (Stand By Me) - 1986


Quando pensei em que filme postar aqui primeiro, a opção que me veio, mais rápido a cabeça foi esse filme. Acredito que por diferentes motivos: tanto a identificação emocional, por sua qualidade (reconhecida com uma indicação ao Oscar e duas ao Globo de Ouro) e por se encaixar no perfil do blog.

Vi esse filme pela primeira vez na Sessão da Tarde há um bom tempo e creio que esse foi o primeiro filme na minha vida que em conquistou pelo seu roteiro, e não por suas lutas e efeitos especiais como era muito comum na minha idade, a história do filme se desenrola através da morte de um adolescente desaparecido e a jornada de quatro amigos em busca do corpo do mesmo. O nome do filme se origina da música de Ben E. King que fez muito sucesso com John Lennon e o roteiro é uma adaptação de uma coletânea de contos de Stephen King, autor de inúmeras obras adaptadas ao cinema como 'O Iluminado', 'Carrie, a Estranha', 'À Espera de Um Milagre' entre outros.

Algo a ser destacado também é o elenco, com muitos atores jovens, como a promessa River Phoenix que infelizmente veio a falecer muito jovem, e a dois agora, atores famosos: Kiefer Sutherland e John Cusack, destaco também todo o resto do elenco com ótimas atuações principalmente o núcleo adolescente com personagens complexos.



Com o valor do filme beirando os oito milhões de dólares, podemos dizer que foi um filme muito bem sucedido, isso ao meu ver graças a sua historia envolvente que se baseia na amizade e com uma empatia instatânea ao espectador, causando uma sensação de nostalgia. Porém no final do filme vemos que as amizades da adolescência são apenas para serem lembradas, não por escolha própria, mas sim por culpa do destino. Isso é muito bem exemplificado na cena final do filme que mostra Gordie no seu computador escrevendo a história e dizendo que nunca mais teve amigos como aqueles.

Enfim, por essa e por outras esse filme é um 'Clássico B', talvez nem tão B assim, mas o que importa é sua qualidade e sua importância na vida das pessoas que viram esse filme e se identificaram com ele.


Nota do Autor: 5/5